Escancarada felicidade

Escancaradas as janelas da minha alma, depois de te teres debruçado em mim. Espreitado. Entrado. Instalado.

Perfumaste de loucura o quarto do meio com a normalidade da paixão, com a floresta de desejo plantada em nós.

À tarde, o mar acalmou para nos visitar. Nao parecia o mar que nos juntou. Nao parecia ser eu a visitar  o mar.

Quis ser solidário, o mar, com a sua presença.

O sol cai devagar para dar tempo do abraço terminar.

As janelas, a alma  e o convite escancarado à felicidade, pernoitam madrugada adentro.

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