Mil beijos mulher amiga de val de mar

Vi-te a trabalhar a vida inteira. Entender os sonhos e a madrugada.


 


O amor? Lei do retorno? Não entendo!

Vi-te a sobreviver num corpo de mulher, num olhar de menina que grita:


"... eu sou mais do que o corpo que vês passar. Eu sou mais do que o medo que me vês guardar.

Eu sou tanto e tão pouco mais do que amor, muito amor.


Amor de mãe que joga à bola como um pai.


Amor de um pai que teima em chegar e me fez aprender a dar "beijos à homem".


Sim dar beijos à pai.


Eu sou uma mãe que sabe dar "beijos à pai", e uma mãe que beija como uma mãe.


Que segura.


Que cuida.


Que trabalha.


Que gere.

Mulher que se esconde de ser mulher.


Que se esconde de deixar-se de ser mulher.


Inteira.


Vulnerável.


Carente.


Amorosa.


Companheira.


 


Mulher de corpo em tremura, desejada, beijada, amada e adormecida numa estória de ser feliz, como uma história inacabada.



Falta o abraço coerente com o sonho. O caminho faz-se caminhando.


Mil beijos mulher amiga de vai de mar 

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