Val de mar XIX
"... Ela não me conhece. Nunca me viu. Mas eu bem a vejo.
Vejo-a tão bem que consigo entender aquele ar frágil, meio triste e sorridente de uma mulher feita de amor, não crente na possibilidade que a amem, mas não desistente na crença de que quem sabe um dia, não olhará o por do sol junto ao mar, com a felicidade de estar, de ser, e esperar pelas estrelas para dançar no embalo do peito onde esperará, o beijo e a madrugada.
Os olhos vivos que lhe saltam na cara, são a alma brilhante que a alimenta de vida. ..."
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