Fim

por fim,


os teus cabelos sossegaram-se na almofada,


o teu corpo já sem alma,


esperou pelo cangalheiro,


para que se alindasse,


e fosses devolvida,


à terra.


 


foi o dia mais saudoso,


a saudade antes de o ser sangrou,


como se já soubesse,


quanto pesa a dor,


armazenada de dor,


 


por fim,


todos os dias foram iguais,


desse para a frente. 


 

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