Morte colectiva do sentir
Era mais do que inverno. Os dias mais do que diminutos. O frio mais do que pranto. O fogo menos do que amor. Tudo menos. Menos do que mais.
Eu, desassossegado, descrente nos semi deuses que me foram apresentados, conheço aguda uma fina dor no peito.
Depois de desfalecido, volto a sonhar, saio noite afora, neste mais do que inverno adormecido.
Os poetas reunidos combinam a morte colectiva do sentir.
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