Poetas da primavera

A competência vale de pouco. Vale a imagem. A auto-proclamação. Os amigos e a cumplicidade do território. A agradabilidade. O silêncio. O pactuar. O encobrir. Os almoços. As viagens. As putas. Os segredos. O malabarismo. O chico espertismo.


 


É assim com os políticos. Com as hierarquias. Com a organização social. 


 


Depois há os despertencentes felizes desmaterializados e convictos poetas de abril e das primaveras. 


 


Sou um despertencente feliz desmaterializado e convicto poeta de abril,  e das primaveras. 

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