Para mim não desejo nada que não seja desejo
Para mim já não desejo nada, que não seja a paz do conhecimento dos anos que passámos juntos.
Não quero, não me apetece, não tenho tempo de me dar a conhecer outra vez, sinto pouco interesse em conhecer pessoas, e o mesmo interesse tenho que pessoas me conheçam a mim.
Sou desinteressante, mas também me maça mostrar o interesse que ainda posso guardar.
Interromperem o meu silêncio, é como deitaram-se na minha cama e eu continuar sozinho.
Tenho um casaco pesado, que me suporta a tristeza e o contentamento. A tristeza dá-ma o mundo, o contentamento dá-me os pássaros, as arvores e as flores.
Para mim não desejo nada que não seja desejo.
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