Todos os que me partiram, não são outra coisa, se não património.
guardo as efémeras nuvens carregadas de eternas estrelas,
que se guardam a cada falta de explicação para a morte,
já não posso com mais estrelas no céu,
nem eu,
nem o firmamento,
nem a dor da saudade já acredita noutra coisa,
que não seja o direito a chorar,
a calar,
a fugir,
a revoltar.
sei que a todos e de todos partirá,
partiremos,
mas deixemos as estrelas em paz,
para guiarem,
para iluminarem o céu,
na planície onde são pertença e luz.
todos os que me partiram, não são outra coisa, se não património.
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