clandestina

poesia clandestina,


que reside no cais,


no naufrágio,


no doce e no amargo,


que ajuda a entender a morte,


e jamais entenderá a vida,


poesia que sofre e se alegra,


se constrói e desmantela,


sempre velha,


sempre bela,


fugidia e rebelde,


paixão escondida,


clandestina.

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