A rapariga antipática que afinal não era antipática

A rapariga antipática que afinal não era antipática.


 


Não era simpática porque não sorria,


porque não ficava sem jeito,


porque sentia,


porque andava de braço dado com a vida,


porque cantava,


porque dançava,


porque escrevia até poesia,


 


então,


não era simpática porque eu não sabia,


e agora é simpática porque eu sei.


 


Não era a antipatia dela afinal,


foi sempre a minha ignorância que foi lei.

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