terra, chuva e alma
Levo a minha alma em passeio pelos campos agitados como o mar, que vibra com os ventos que se debruçam sobre a terra e o arco-íris, após a chuva inesperada e fria.
Solto os meus pensamentos. Pensamentos que nunca ninguém ouviu em palavras ditas. Nem eu próprio.
São os meus pensamentos que me pensam a mim, sem palavras possíveis que me pensem. As palavras que me pensam, não existem.
Levo só a minha alma pelos campos afora, em higiénico passeadouro dos meus próprios pareceres. Sem palavras, sem pensamentos conjugados.
Apenas eu carne, terra, chuva e alma.
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