todos os dias
Primeiro, o nevoeiro embrulha a madrugada aconchegado na terra, sempre cedo, sempre muito cedo, antes mesmo da alvorada ser alvorada por inteiro.
Depois, lentamente, o sol conquista a manhã, todos os dias são nos meus olhos dias amanhecidos por sol e nevoeiro, e, em todo o meu peito, enquanto a noite se desmorona, os meus olhos têm vagas de mar desaguadas na foz do rio que abraça a praia onde entardeço a saudade que não parte de mim.
Todos os dias, sempre e todos os dias, nos meus dias.
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