Walk On The Wild Side
De cada vez que te visito, não te visito, revisito-te, e em cada revisitação, aí sim, visito o que em ti há de novo, visito a metamorfose dos dias, toda a desilusão que a ilusão te dá, o abraço adiado e as vezes todas em que a saudade se alberga silenciosamente nos nossos peitos, enquanto dedilho as cordas da minha viola, sem ordem de partitura, num indelével improviso desprovido de pensamentos ou quimeras. Em fundo oiço aconchegante: Walk On The Wild Side
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