A vida recorrentemente, em paz, leva-me a guerra dos dias e os sonhos




 


A vida recorrentemente leva-me quem luta, em paz,


Um dia reunir-me-ei exatamente com os mesmos com que me fui reunindo por cá,


Para contar notícias e falar de poesias e canções,


Para rirmos juntos da hipocrisia que a partida promove,


Para conversar dos filhos, dos netos e dos velhos amigos como nós,


Volta na volta, companheiros de luta partem-me sem nos abraçarmos,


Porque não temos tempo,


Porque não percorremos a vida como o tempo que a vida percorre em nós.





Depois?


Depois resta a paz.





Quando for eu,


não digam, escrevam ou contem,


que ainda ontem tínhamos estado juntos, e estava tudo tão bem,


que eu era muito qualquer coisa,


se eu não era nada afinal,


se não um amigo de poucos amigos. Mas dos bons!





A vida recorrentemente,


em paz,


leva-me a guerra dos dias e os sonhos.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Blogger Cardílium

O pai natal foi um filho da puta

Prestianni - viva todas as cores !