sem que se explane
não me despeço nunca de alguém,
como não deixo de frequentar nunca o mar,
não frequento nunca ninguém,
como não me despeço do olhar,
sem despedidas atempadas ou infrequências,
nem sou,
nem deixo de ser a alma que me preenche,
cheia de um mundo,
sem entendimento que se explane.
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