deixo-me
Deixei de ver, o que me tortura muito mais do que de todas as vezes em que ceguei. Quando cego, via.
Todos os passos que dou nas páginas em que escrevo, não são todos os beijos que escrevo nas páginas que invento.
As páginas que escrevo. As páginas em que escrevo. A quem escrevo.
Deixo de ver o meu olhar sofrido na incerteza de não saber se continuo a ver o mar.
Certeza nenhuma tenho, que me possa abraçar.
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