estátuas vivas
Discurso de dois tipos que são o mesmo, numa história que não se deu, onde havia uma rapariga que afinal não existiu.
Fomos quase amigos disseste-me tu, errante carregado de desculpa purgatória.
Quase amigos? Eu fui mesmo amigo respondi-te. Eu convidei. Eu sugeri. Eu respeitei. Eu alterei. Eu arrisquei. Eu despi-me. Eu quis estar. Eu ralhei. Eu gracejei. Eu parti. Eu fiquei, e depois de tudo isto dizes-me: - Fomos quase amigos.
Não. Não fomos quase amigos. Eu fui amigo. Eu quis muito ser amigo e se fomos quase amigos, foi porque tu não quiseste a minha parte de amizade que eu te dei.
Agora sou “amigodistante”. Esta forma inventada de proteger a amizade. Assim sendo, fomos quase amigos, não por essa errante desculpa purgatória, mas por outra coisa qualquer que não vem mais ao caso.
Quinhentos dias bastam ao meu entendimento.
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