A ilha

as mãos,
o silêncio das palavras silenciadas pela ditadura emocional,


a transformacional natureza que o medo ao amor adia,


o vento que refresca e o caminho entre as amoras que enfeitam o silvado,


o mar,
o alentejo,
a saudade,
as mãos outra vez,


as mãos
cerradas que me guardam as palavras por dizer,
vocábulos soltos palavreados de mundo.


depois a ilha,
antes o mar.

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