Prado
Já se fez verde outra vez o prado,
e a tua ausência já soma todas as chuvas que caíram,
vou perdendo o hábito de sorrir sem que me aperceba que estou a entristecer,
envelheço esta criança que sonha que o dia nasce nos campos de papoilas brancas,
e que sonha que o ópio é a inspiração para a paz e a morte.
O prado já se fez verde outra vez,
verde como um mar.
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