Janela
Ainda hoje me debruço na janela a acreditar que por lá passarás, mas não, não mais passaste. Há já muito tempo que não passas.
Enquanto isso, invento amores,
invento saudade,
invento no tempo presente do verbo inventar.
Adormeço com dois sóis.
O da tarde, e o que espreito debruçado na janela por onde já não passas, mas, eu teimo em inventar o teu passar.
O que dizer de um texto assim, se não - como é belo!
ResponderExcluirQuantos de nós em tantas vezes "inventamos"..., quantas!?