Sopra o vento
Às vorazes criaturas do assombro que me presenteiam com esforçados discursos acerca de mudança, acerca da mudança, em organizações de indole social e promessas promissoras de um culto que todos juntos construiremos a quimera do sonho azul, anulem por favor o meu endereço e contacto que o meu vil fígado desembargou no porto dos náufragos, dos errantes e titubeantes seres imperfeitos, incultos da sabedoria massificada.
A minha oração são três redondos vocábulos e uma sina assassinada da normalizada lei humana.
A minha liberdade não é ou será colectiva, será una, coerciva e demagoga para outro entendimento que não o meu.
Assim me passeio acompanhado desta solidão de companhia na minha nova morada não fiscal.
Sopra o vento mais do que o vento.
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