Tu, ensinas-me a sonhar em acreditar.

Ensinas-me a sonhar nos pedaços de dia já noite em que me falas,


Ensinas-me, que os sonhos também se ensinam como a matemática,


Ensinas-me as estórias da nossa história, a paz revoltosa das vísceras e o sonho logo ali, tão perto, tão longe, tão possível.


Ensinas-me a possibilidade do sonho, o conflito do entendimento, a simplicidade do que sempre me pareceu uma impossibilidade.


 


Da tua boca soltam-se sons feitos de música na graça dos teus sentidos,


Embalas-me e sossegas-me,


Agitas-me e desassossegas-me também,


A paz é o adormecimento na minha alma e o meu sono do espírito,


Esta inquietação faz-me consciente dos lugares cheios de vida que me esperam.


 


Sou filho de deuses, demónios e lamentos,


De deuses secretos e selvagens,


De prantos a caminho da liberdade,


Um eterno navegante de portos e mares.


 


Antes de sonhar existe sempre um lamento.


………………………………………………………………….Tu, ensinas-me a sonhar em acreditar.

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