deuses, semi-deuses e o diabo

Ferem-me todos os sentidos. Em boa verdade quase que me aniquilam alguns dos mesmos, cada vez que vos oiço homens quase responsáveis com cargos políticos e públicos a defenderem os vossos deuses.


Um deus branco. Outro um deus negro. Outro um deus assassino. Outro um deus apaziguador.


Uns ainda se debatem no direito da igualdade de género, às orientações sexuais, aos espoliados, aos pobres, aos ricos, às minorias das minorias, às maiorias, tudo em troca de uns míseros votos cada vez menos representativos em número dos que se vos confiam.


Como se os direitos às escolhas e orientações viesse em manual simplificado onde se pusesse uma cruz de escolha à nascença, e não fosse um direito assistido no parto de entrada na vida em processo contínuo e evolutivo.


Vós ridícula gente da escolha dos deuses inexistentes a querer fazer-nos crer, que os apregoados direitos não são a nossa pele, o nosso sangue, a nossa líbido, e que são uma dádiva vossa escrita nas manhãs do hemiciclo e, quiçá, que vos devemos isso.


Nesta historia de semi-deuses, mais deus de verdade seria o diabo, caso algum dos dois existisse.

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