Subversivas manhãs
Subversivo alimento d'alma que teimo guardar, como quimera por realizar, como canção por musicar.
As mãos grossas e inchadas pelo caminho, os pés ensaguentados pelo destino, os poetas que morreram, as mulheres que desistiram, a bárbara manhã do bairro incandescente, o regresso, a partida, a tempestade de flores que me vestem e cobrem o sexo desnudado de vergonha.
Subversivas noites que me trouxeram até esta paz que me fere o amago e a esperança.
Esplendorosas rosas de maio que perfumam a varanda onde já tarde adormeço de recordações e patrimonio.
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