500 anos que já la vão de Camões
É sem nenhum tipo de evidência justificativa que eu espero que um dia as aparências mesmo que a possibilidade seja praticamente nula ou ínfima, as regras sejam quebradas pela excepção, e daí o senso comum se envergonhe do julgamento com que é utilizado o contraditório direito, ao qual o mesmo não tem valor.
O senso comum é o que cada um quer que seja, não é a comprovada universalidade científica, não entra na regra, não entra na excepção, não há equações ou teorias de sistemas que o resolvam, nem formula resolvente, nem derivadas, nem primitivas, não há emoção ou pragmatismo que saiba o que isso é.
Assim sendo não me tentem impingir senso comum, mais depressa creio que: “o amor é fogo que arde sem se ver, é um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer” e já la vão quinhentos anos de Camões.
Os poetas são isentos de senso comum, têm outros filtros, mas respiram.
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