As palavras e o desígnio delas em si mesmo, são a última liberdade que possuo.
A limitação do entendimento das palavras, das ideias enriquecidas da criação, transforma o mundo de cada um de nós.
A força que destrói é igual à que constrói. Posso escrever dizendo que:
- O vento trouxe em porções bocados de ti -
Em mim, isso significa o meu passado. Em ti significa uma partida. Noutro alguém significará a reconstrução de um mundo novo. Ainda noutro alguém será uma parte do tormento que se foi. Noutro alguém qualquer, será meramente a possibilidade de a liberdade poder ser.
Foi sempre o fascínio das palavras simples em argumentativas histórias e sonhos, a aventura de poder transformar o que leio no meu porto seguro, na fantasia de poder chamar amor à amizade, abraçar quem escolho abraçar, sem rebuscadas manifestações de interesse ou equívoco, porque tudo nas palavras são: - acertada independência - e em tudo o que nelas construo é apropriada emancipação.
As palavras e o desígnio delas em si mesmo, são a última liberdade que possuo.
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