De tudo e de nada
E,
sabe-se tão pouco de tudo e de nada.
Sabe-se nada,
contudo pensa-se que se sabe tudo,
e nada se afigura mais alto que o valor dos olhos que se despem de alma,
e,
nus,
deambulam pelas ruas e florestas,
e afagam os cães mansos que se acariciam nas pernas de quem confiam.
As partituras das músicas que mais gosto são a meus olhos quadros coloridos,
móveis desenhados,
e a sala que habito onde não me importo de não saber nada de alma,
sem outra roupa que me cubra que não a nudez.

Adorei este seu poema, tão simples e tao sincero, cheio de sentimento! Obrigada pela partilha, bom fim de semana
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