De tudo e de nada

E,


sabe-se tão pouco de tudo e de nada.


 


Sabe-se nada,


contudo pensa-se que se sabe tudo,


e nada se afigura mais alto que o valor dos olhos que se despem de alma,


e,


nus,


deambulam pelas ruas e florestas,


e afagam os cães mansos que se acariciam nas pernas de quem confiam.


 


As partituras das músicas que mais gosto são a meus olhos quadros coloridos,


móveis desenhados,


e a sala que habito onde não me importo de não saber nada de alma,


sem outra roupa que me cubra que não a nudez.


20200814_221519.jpg


 

Comentários

  1. Adorei este seu poema, tão simples e tao sincero, cheio de sentimento! Obrigada pela partilha, bom fim de semana

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