à espera da inspiração

Fica fria a candura do desejo, a ingénua vontade transforma-se com a noite em segredos que pesam mais do que o meu peso pesa na terra.


As estrelas sublinham a pontos de luz o sufoco que tenho encravado na garganta, ligação directa a este cansaço que não me permite sentir leve com cheiro a flores.


Vou morrer assim, preso, à espera do verão, à espera das marés que trazem as gaivotas à praia, à espera da inspiração enquanto sinal e redenção.


Morro assim, preso, à espera de vida. Mesmo que dure mais mil anos, aprisionado sou: - extinto -


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Comentários

  1. Este seu poema chegou mesmo ao meu coração. De uma leveza tremenda, uma sensibilidade única, palavras comoventes, tocantes. Fica um sonho. Obrigada por partilhar este estado de espírito tão intenso e humano. Um dia risonho e inspirado 🙏🌷

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