Fica a saudade se for caso disso em jeito de recordação
Quase nunca tenho tempo para me despedir ou quero.
Arranjo desculpas como: - o que vivi foi a despedida construída no tempo; se é para perder não há manifestação de despedida que possa ser feita ou sentida -
Acontece-me com a morte dos que me partem, das amizades que se desvanecem no tempo, outras que nem foram amizades, não pegaram, como se lhes faltasse serem regadas ou a semente tivesse apodrecido, outras porque a amizade não é apenas estar juntos e frequentarmo-nos ou, frequentar os mesmos sítios, até porque denoto em mim uma maior frequência em sítios a que não pertenço, por diversas razões explicáveis e por grandeza de coerência por inexplicável razão.
As despedidas em mim são sempre feitas sem tempo.
O que acontece é, que o tempo é o aqui e o agora, tudo o resto ou é passado ou é futuro.
Fica a saudade se for caso disso em jeito de recordação.

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