Tigresa, Caetano e Ney
Anda como se não pisasse o chão. É assustadoramente presente e desligada. Em muitos homens deposita imensamente, amor e dor.
Todas as tardes escuta Caetano com vinho branco. Não há pele mais morena, nem mãos mais esguias. O sol despede-se dela que é o mundo. Sabe música a compasso e acerta com o ternário.
Sabe que cruel é não ter pão e chão. Sabe que cruel foi a menina que não foi. Sabe que cruel foi a mãe que não teve.
Com muitos homens aprendeu a ser mais homem do que mulher. Mulher que percebe desalma de homem, tem de dor o universo inteiro, e por defesa um exército completo.
O sol morreu ali. Ela saboreia o último gole, e trauteia a “tigresa” completa.
Comentários
Postar um comentário