(desnatural – não natural)

tanto vazio que se depara com o obsoleto desocupado de flores,


sobram vasos em ruínas que ninguém regou,


deixar morrer flores não tem indulto possível,


deixar-se nascer flores à mão de quem as vai deixar morrer não tem clemência,


os vasos partem-se aos pedaços,


primeiros as mãos dos vasos,


depois o coração das flores,


depois o chão deixa de ser raso,


depois o perfume desvive,


depois,


morrem as flores de morte artificial,


(desnatural – não natural).


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