Eduardo Lourenço, obrigado
Fico aqui em silêncio. Basta-me. É-me suficiente. Não tenho nada para dizer. Tenho apenas este silêncio:
- das pontes e dos rios,
- dos campos a medrarem de sementes,
- das coisas por inventar não inventadas,
- das mulheres a não quererem ser outra coisa que não mulheres,
- das crianças a serem crianças,
- dos homens a serem homens.
É-me suficiente a humanidade, a liberdade, e todos a sermos o bem de todos.
Hoje, celebro Eduardo Lourenço, parte eloquente da estrutura do pensamento descoberto numa fase de regresso à humanidade depois das trevas, ali à Gardunha.

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