olhos de quem entorna maresia

Estas palavras moram nuns degraus ondulados e gastos pelas passadas,


são sombrias,


o amor por aqui sabe aos olhos de quem entorna maresia,


os beijos soam a palavras dilaceradas na pacatez do silêncio,


o toque é fresco e suave a luz da cor da madrugada,


dispo-me de mim e roubo-me um sítio a que não pertenço,


as colinas dançam de um azul fresco à janela,


a floresta tem a cor doce de cabelo prateado,


o por-do-sol esbate-se rubro, ardente,


despenteado,


ancoro e, adormeço-me no meu olhar.


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