Ambiguidade da existência.
Há perímetros que se moldam no meu corpo. Tenho algum controlo sobre isso. Mais sal, menos sal. Mais sol, menos sol. Mais chuva, menos chuva. Mais manhãs, menos madrugadas. Mais peixe, menos carne. Mais vontade, menos vontade. Mais decisão, mais decisão.
Já o perímetro do que eu sou de alma é inabalável. Não é moldável. É a ambiguidade da minha existência.
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