cansaço pandémico

Na janela deflorada penduro sóis que guardei,


Brilhos que trespasso,


Em troca de pedaços de vida envelhecida.


 


Nas escadas defronte da rua que desço,


Calcorreio verde musgo entre as pedras húmidas,


Um rosto antigo revisita-me o pensamento.


 


Ao céu declino o convite,


E vou.


Parto pelo pensamento, no exercício que quero colher semeado. 


 


Não há alegria na avenida da Liberdade, nem liberdade na praça da Alegria.


A cidade está fria e deserta de sorrisos, não existem olhos levantados do chão.

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