Jaula social confinada
Sinto-me domesticado nesta jaula social onde já quase não decido que mar ir ver, que amigo abraçar, que mulher amar.
Sou de fácil apego, daí fugir a que me retirem de mim, a deixar-me ir sem que seja eu o proprietário da minha pele e organicidade. Nisso tenho a minha idade de prática a militância de um solitário convicto, aqui e ali, feliz até.
Agora domesticado numa jaula social, fere-me a vida de morte.
Preciso de voltar a escolher o mar, o abraço e a quem amar.
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