Passam-me tantas e tão poucas linhas no horizonte que me guardem os sonhos
Passam-me mais mil palavras de um livro por editar escrito em paredes de casas, muros em ruínas e na pele de corpos reinventados como as marés.
Passam-me tão poucas loucuras em contraponto com o risco de as já ter executado como um comando desobedecido do meu corpo.
Fogem-me os acertos de juízo tão recomendados no jardim da minha infância, foge-me a morte no bairro, devolve-se-me a vida nas montanhas desabitadas.
No final de tarde que há-de ser final de tarde, espero o café e o silêncio, aguardo a imortalidade do corpo que jamais será velho enquanto sentir este arrepio de esperança na demora.
Passam-me tantas e tão poucas linhas no horizonte que me guardem os sonhos.
Tantas e tão poucas
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