Teimo em inventar o teu passar
Debruço-me na janela a acreditar que por lá passarás,
mas não,
não mais passaste,
há muito tempo que não passas.
Enquanto isso, invento amores, saudade e tempo presente do verbo inventar.
Adormeço com dois sóis,
o da tarde,
e o que espreito debruçado na janela por onde já não passas,
mas que teimo em inventar o teu passar.
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