Acredito em Abril no peito de quem me abraça

Acreditei em Abril.


Acreditei mais em Abril do que em deus. Acreditei que ao povo seria distribuída a liberdade, escola de acesso igual para todos, saúde em partes iguais, emprego de justa remuneração. Acreditei nos jardins coloridos de crianças, de velhos de sorriso cheio de vida, de jovens poetas e canções a dançar nas ruas da igualdade. Acreditei e não quero desacreditar. Gosto desta loucura de negação. De outra forma, só a morte me aliviaria deste sonho de Abril, ser uma promessa incumprida.  


Acredito em Abril no peito de quem me abraça.

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