Silêncio de palavras guardadas

Já não sei quantos dias meço,


e esqueço-me do sabor das manhãs a café,


transformei-me na negação da morte acreditando na imortalidade do momento,


os meus olhos teimam ser água, 


as minhas mãos vindima de casta demarcada,


o meu peito silêncio de palavras guardadas.


 

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