Creio nos pequenos recatos sem multidões por abençoar ou quase desmaios de submissão
Creio nos pequenos recatos sem multidões por abençoar ou quase desmaios de submissão,
Creio nos silêncios que o sol grita ao afogar-se no mar,
Creio nos dias que rompem o nevoeiro e me esperançam que a norte o tempo se há-se recompor,
Creio em quase nada do tanto que me cega,
Creio nos corpos agitados e nas bocas sem pressa no prelúdio de amar,
Creio nas flores que rompem as calçadas e as raízes que levantam as estradas,
Creio nas arvores, nos pássaros e nas nuvens baças de água.
Creio nos medos que me libertam de coragem,
Creio na saudade como espera dos braços vindouros.
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