Quando as raízes se desprendem da terra mãe, existe vida.
Quando as raízes prendidas se desprendem da terra mãe, os sonhos alvitrados de alegorias e penumbra, nevoeiro e maresia, sucumbem no deserto que as alberga. A pele enrugada dos anos vividos, são a marca que exibo como um mapa geológico de minerais descritos, tendo cada ruga a sua pertença. De dentro da alma uma rusga prendeu-me as marcas que soltei das amarras. Desprendeu-se-me sem ordenação da matéria desprovida de sentido. Cristalizei todas as experiencias sensoriais que me fizeram ser, aquilo a que chamo somático, e banalizei todo o experimentalismo totalitário não abnegado e de improvável felicidade. A fortuna que carrego está representada no mapa lacrimejal não sustido de água, que deixo de quando em vez ser nascente sentida. O património é o que levo, não o que exibo. O dia de hoje não tem particular significado exibicional ou exposicional. O dia de hoje é retiro e pacatez, como uma ordem matemática ordinária e qualitativa, não é quantitativa de aferição de valores somados. O dia...