Continua nessa demência mais do que enlouquecida de silêncio e noite. Esquecerei toda a embriaguez irracional com que me presenteias quando me desfaço do que sou para te abraçar. Lembrarei todos os goles de beijos que saboreei e de todos os poemas que construí sem que os relesse antes de te os enviar. Sim, plantei a loucura num vaso na minha varanda, tão boa semente lancei que mesmo sem rega-la, floresceu viçosa e rebelde, espalhando-se pela pele, corpo, olhos, mãos e boca. Continua nessa demência mais do que enlouquecida de silêncio e noite.